Pele trigueira, de baixo dos teus cabelos negros.
Quando a vi de primeira, já soube do que lhe chamar,
Marina, uma bela morena, Marina Morena, vi se aproximar
De repente, toda aquela liberdade que eu sentia, que agonia
era só mais uma maneira de me aprisionar.
No conforto em desconforto, eu decidi dizer
Marina, mais morena que a cor do trigo maduro,
Prazer, pague-me uma cerveja, meu nome é Fulano,
mais escuro que a cor dos teus olhos,
só o fundo da minha garrafa vazia.
Pele trigueira, de baixo dos teus cabelos negros.
Quando a vi de primeira, já soube o que esperar
O eterno desconforto, em zona de conforto,
dentro do meu peito já não coube mais.
Era tarde demais, esqueci de lhe falar o que imaginei
E agora, nossa conversa só aconteceu até onde sonhei.
o texto mais bonito!
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