Lembro-me
daquela noite, quando sinto seu cheiro nos meus dedos,
foi como
um sonho dentro de um copo de whisky cheio
Nós, que
nem dois cubos de gelo que ainda giram como brinquedos
de uma
mão solitária, vagando entre um e outro devaneio
Mas
sozinho estou, com seu perfume acompanhando meus medos
perdido,
olhando para o fundo do copo, lá dentro eu passeio
escuto os
acordes do meu coração apertado por segredos
embalando-me
na melodia que você não escutou, receio
Volto a
realidade, o tempo todo que viajei, não passou de um instante
Entre
conversas e risadas, eu esboço sorrisos e gargalhadas
Ninguém
percebe, ou ninguém liga? É tudo tão entediante?
Entediante,
não por enquanto , até que as máscaras sejam derrubadas
Enquanto
eu ainda possa lembrar de nós, nada será mais aconchegante
Do que as
nossas lembranças - perdidas no presente - embriagadas.
Parabéns pelo soneto.
ResponderExcluirArthur Claro
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