domingo, 11 de maio de 2014

Às vezes

Às vezes, só às vezes, gostaria de cair em sono profundo.
Mergulhar o rosto no travesseiro, e nadar para longe da realidade
onde os sonhos contam estórias surreais de outro mundo,
outras realidades, longe desta vida azul que me acorda
todos os dias, todas as manhãs, sou refém do marasmo

Às vezes, mas só às vezes, queria minhas cobertas como escudo
que me protegesse da verdade, da responsabilidade
seria imbatível contra o tempo, seria jovem a todo momento
lutaria contra esta vida azul que tanto me bate
todos os dias, todas as manhãs, perco este combate
mas quando não quero cair em sono profundo,
ou me proteger entre as cobertas deste mundo
eu abraço a desilusão, luto batalhas perdidas
sem saber o motivo, nem até quando devo seguir
para quem sabe um dia, neste mar de incertezas
dentro da minha rede de pesca, uma razão possa surgir.

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